Bolsonaro é Transferido para Hospital em Brasília após Queda na Prisão

O ex-presidente Jair Bolsonaro deu entrada no hospital DF Star, em Brasília, na manhã desta quarta-feira (7). O deslocamento foi autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após a defesa apresentar laudos médicos detalhando um acidente doméstico ocorrido dentro das dependências da Superintendência da Polícia Federal.

O Incidente na Cela

Segundo relatos da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e da equipe jurídica, o ex-presidente sofreu uma queda durante a madrugada de terça-feira (6) enquanto estava em sua cela. Bolsonaro teria batido a cabeça em um móvel após o que foi descrito como uma "crise" súbita.

Relatórios iniciais apontam que o ex-presidente apresentou:

  • Hematomas faciais e escoriações nos membros;

  • Sinais de tontura e apatia;

  • Traumatismo cranioencefálico leve (suspeita a ser confirmada por exames).

A Decisão Judicial

Inicialmente, o ministro Alexandre de Moraes havia negado o pedido de transferência imediata, solicitando que a Polícia Federal enviasse um relatório médico oficial sobre o estado do custodiado. Após a análise dos documentos e da indicação de necessidade de exames de imagem, Moraes autorizou a saída temporária para fins médicos.

Determinação do STF: O transporte deve ser realizado pela própria Polícia Federal de forma "discreta", com o desembarque ocorrendo diretamente na garagem do hospital para evitar aglomerações e garantir a segurança da operação.

Exames e Histórico de Saúde

No DF Star, Bolsonaro passará por uma bateria de exames complexos, incluindo:

  1. Tomografia computadorizada do crânio;

  2. Ressonância magnética;

  3. Eletroencefalograma.

Vale lembrar que o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses por envolvimento na tentativa de golpe de Estado e já vinha apresentando um quadro de saúde delicado. Na semana passada, ele havia recebido alta após tratar uma hérnia inguinal e crises de soluços persistentes.

Reação de Aliados

Parlamentares do PL e familiares criticaram a demora na autorização para os exames. Michelle Bolsonaro afirmou nas redes sociais que a vida do ex-presidente está "nas mãos da PGR e do Judiciário", enquanto a defesa reforça o pedido de prisão domiciliar por questões humanitárias, solicitação que tem sido sucessivamente negada pelo STF.

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