Big techs se escondem atrás de outras empresas para operar data centers no Brasil
De acordo com a intercept:
O que têm em comum uma empresa de energia eólica, uma consultoria para sociedades anônimas de futebol e uma gestora de projetos de tecnologia cuja sede fica em um consultório odontológico? Todas estão diretamente envolvidas na construção de data centers de grande porte no Brasil – embora tenham pouca ou nenhuma experiência no ramo.
Na prática, elas atuam para esconder a participação e interesse das big techs nos empreendimentos, em especial na fase inicial dos projetos. É o que está ocorrendo, por exemplo, nas cidades de Caucaia, no Ceará; Limeira, no interior de São Paulo; Maringá, no Paraná; e Uberlândia, em Minas Gerais.
O negócio se dá assim: empresas frequentemente sem histórico algum no ramo de data centers assumem o processo burocrático ligado à instalação desse tipo de infraestrutura, o que inclui desde pedidos de conexão de energia até o licenciamento ambiental. Quando todo o processo é concluído, alguma big tech entra em cena e assume o projeto, seja adquirindo ações ou alugando o espaço.
A estratégia não é acidental: faz parte do modus operandi de como se dá o desenvolvimento destas megainfraestruturas ao redor do mundo. À medida que a resistência contra data centers se fortalece devido ao significativo impacto socioambiental por trás desses empreendimentos, que consomem muita água e energia, as grandes empresas de tecnologia tentam minimizar os danos às suas reputações causados por esses projetos – e contam com a conivência do poder público para ocultar informações-chave.
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